Neste espaço pretendo postar minhas imagens e de outros fotógrafos que entendem a fotografia como arte e não, simplismente, como um registro do momento.
domingo, 23 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Catedral da Sé... odeio igrejas.
Imagem feita num passeio fotográfico, muito chato em SP...
só serviu para fazer algumas imagens interessantes... só algumas.
Esta por exemplo é da Catedral da Sé... e olha que eu odeio igrejas.
bláblábláblá...........
O Computador que faz.
Neste post que se segue eu relatarei um fato real que vivi como marchand de um artista fotográfico
Para dar andamentos preciso esclarecer algumas coisas.
Não citarei nomes reais e nem lugares reais (apesar da história ser real)
Considero Arte Fotográfica, tanto a fotografia quanto a arte digital ou manual, feita com a fotografia como base.
Bem vamos ao relato:
Este artista fotográfico que chamarei de EG me pediu para entrar em contato com um espaço cultural que se localiza na Av. Paulista próximo a Gazeta, que chamarei de RC. Ele me disse que sempre teve vontade de expor suas imagens (arte digital sobre fotografia) na RC.
Pois bem, lá fui eu até a RC para pegar informações de como funciona as exposições e qual seria o custo para tal. Chegando lá fui atendido por uma jovem moça que se identificou como sendo a secretária da responsável pela curadoria das exposições e me passou o e-mail dela e pediu que enviasse algumas imagens do projeto e um pequeno explicativo do mesmo.
Cheguei em meu escritório e providencie tudo e enviei o e-mail solicitando uma visita para apresentar o artista. Recebi um e-mail resposta confirmando a visita e elogiando o trabalho (mal sabia que quem respondeu o e-mail foi a secretária e não a curadora).
Na data agendada eu e EG fomos a RC para a reunião. Chegando lá, para nossa surpresa a curadora estava ocupada e quase não nos atendeu. Quando ela resolveu atender nos disse que só atenderia com hora marcada, pois ela era uma pessoa muito ocupada. Me segurei para não esfregar o e-mail resposta na cara dela.... mas enfim, já estávamos lá, que mal faria, ne?
EG - boa tarde, meu nome é EG e sou artista fotográfico, faço imagens com tratamentos digitais e adições de efeitos digitais, aqui está meu portfólio e tenho muito interesse em expor na RC.
RC - hummmmm.... mas me diga isso é fotografia?
EG - sim, é fotografia, pois a captura da imagem é através de máquina fotográfica e sua ampliação é processo fotográfico. Acontece que no meio do processo artístico eu uso recursos de programas de computador.
RC - mas isso o computador que faz não é você que faz.
EG - não é bem assim, o computador é um recurso que eu uso, uma ferramenta, assim como a máquina fotográfica também é uma ferramenta.
RC - hummmm... não sei não, isso não me parece arte, me parece que o computador que faz.
EU - olha, eu estou aqui quietinho, mas eu poderia até concordar com a senhora, na verdade eu concordo. Está vendo aquele computador na mesa a sua frente?
RC - sim, o que tem ele.
EU - pede para ele fazer uma imagem semelhante a do EG. Pode pedir, eu espero ele fazer, mas ele que tem que fazer, não você ou outra pessoa qualquer.
RC - você não entendeu nada que eu disse.
EU - pode até ser, mas você não entende nada de arte, muito menos de arte digital ou arte fotográfica.
Não vou descrever o bate boca que tivemos, mas conclusão, o pessoal ainda não sabe o potencial artístico que um computador tem... coitados.
Para dar andamentos preciso esclarecer algumas coisas.
Não citarei nomes reais e nem lugares reais (apesar da história ser real)
Considero Arte Fotográfica, tanto a fotografia quanto a arte digital ou manual, feita com a fotografia como base.
Bem vamos ao relato:
Este artista fotográfico que chamarei de EG me pediu para entrar em contato com um espaço cultural que se localiza na Av. Paulista próximo a Gazeta, que chamarei de RC. Ele me disse que sempre teve vontade de expor suas imagens (arte digital sobre fotografia) na RC.
Pois bem, lá fui eu até a RC para pegar informações de como funciona as exposições e qual seria o custo para tal. Chegando lá fui atendido por uma jovem moça que se identificou como sendo a secretária da responsável pela curadoria das exposições e me passou o e-mail dela e pediu que enviasse algumas imagens do projeto e um pequeno explicativo do mesmo.
Cheguei em meu escritório e providencie tudo e enviei o e-mail solicitando uma visita para apresentar o artista. Recebi um e-mail resposta confirmando a visita e elogiando o trabalho (mal sabia que quem respondeu o e-mail foi a secretária e não a curadora).
Na data agendada eu e EG fomos a RC para a reunião. Chegando lá, para nossa surpresa a curadora estava ocupada e quase não nos atendeu. Quando ela resolveu atender nos disse que só atenderia com hora marcada, pois ela era uma pessoa muito ocupada. Me segurei para não esfregar o e-mail resposta na cara dela.... mas enfim, já estávamos lá, que mal faria, ne?
EG - boa tarde, meu nome é EG e sou artista fotográfico, faço imagens com tratamentos digitais e adições de efeitos digitais, aqui está meu portfólio e tenho muito interesse em expor na RC.
RC - hummmmm.... mas me diga isso é fotografia?
EG - sim, é fotografia, pois a captura da imagem é através de máquina fotográfica e sua ampliação é processo fotográfico. Acontece que no meio do processo artístico eu uso recursos de programas de computador.
RC - mas isso o computador que faz não é você que faz.
EG - não é bem assim, o computador é um recurso que eu uso, uma ferramenta, assim como a máquina fotográfica também é uma ferramenta.
RC - hummmm... não sei não, isso não me parece arte, me parece que o computador que faz.
EU - olha, eu estou aqui quietinho, mas eu poderia até concordar com a senhora, na verdade eu concordo. Está vendo aquele computador na mesa a sua frente?
RC - sim, o que tem ele.
EU - pede para ele fazer uma imagem semelhante a do EG. Pode pedir, eu espero ele fazer, mas ele que tem que fazer, não você ou outra pessoa qualquer.
RC - você não entendeu nada que eu disse.
EU - pode até ser, mas você não entende nada de arte, muito menos de arte digital ou arte fotográfica.
Não vou descrever o bate boca que tivemos, mas conclusão, o pessoal ainda não sabe o potencial artístico que um computador tem... coitados.
Fine Art... uma "esplicassão" simplória.
Polêmico.. mas estamos aqui para isso, ne?
Pois bem, eu acredito que lá pelo final dos anos 90, início dos anos 2000 o comércio de arte tradicional (pintura e escultura) caiu um pouco, ou até pode-se dizer, muito, provavelmente por crises mundiais, ou não. Adivinha quem entrou em desespero? isso mesmo as galerias... e o que fazer para voltar a ganhar dindin????
Galeria 1 - Cara, "tamo" fudido mano, a pintura parou de vender e agora?
Galeria 2 - Pois é "rapá", e agora?? Não to afim de voltar a vende quadros na Praça da República.
Galeria 1 - hummmmmmmm.... to pensando........
Galeria 2 - eu nem me lembro mais quando foi a última vez que pensei.
Galeria 1 - Tive uma idéia, genial..... Que tal investirmos em fotografia???? heim? heim? heim?
Galeria 2 - Fotografia? Pô, isso não é arte, pode ser reproduzida aos milhões, ninguém vai confiar em fotógrafo.
Galeria 1 - Em fotógrafo não, mas em "Artista Fotográfico" sim e ainda mais se nós ditarmos as regras de quem é artista e quem não é ... e digo mais, nada de papel fotográfico.....
Galeria 2 - Como assim nada de papel fotográfico? Vamos fazer em papel de pão?
Galeria 1 - Hummmm, pão..... Quero dizer, não seja besta, eu conheço um amigo que é amigo de uma garota que namora um rapaz que diz conhecer alguém que trabalha na Epson.
Galeria 2 - Explique melhor.
Galeria 1 - Então, lembra quando disse que seríamos nós que ditaríamos as regras e ditaríamos quem seria artista e quem não seria? Então, na fotografia propriamente dita também, para diferenciar dos fotógrafos comuns podemos ampliar as imagens em papel especial e com tinta especial. Especial você entenda como CARO.
Galeria 2 - Boa idéia e como se chamaria?
Galeria 1 - Fine Art, que tal? Acabei de criar.
Galeria 2 - Por que Fine Art?
Galeria 1 - Sei lá ... mas vamos ao que interessa. Vou entrar em contato com o pessoal da Epson e claro dar uma graninha para eles.... e podemos convencer os museus também (com graninha é claro), que tal?
Galeria 2 - Ótima idéia.
o tempo passa o tempo voa.....
Galeria 2 - Puts, surgiu um probleminha, qual a garantia que vamos dar?.... tempo de durabilidade?
Galeria 1 - Calma "cumpadi", eu conheço um cara que é sobrinho do tio dele que conhece um amigo da ex-mulher dele que conhece uma pessoa de um instituto que pode fazer uns teste e dar um certificado de durabilidade, claro, se dermos uma graninha para eles também.
Galeria 2 - Hummmm.... e qual seria essa durabilidade?
Galeria 1 - Tem que ser mais de 150 anos, pois a fotografia dura isso (se bem cuidada, afinal é esse o tempo que a fotografia existe)
Galeria 2 - Que tal 400 anos ou mais?
Galeria 1 - Boa, se não durar tudo isso, que se dane, não estaremos mais aqui mesmo.
Galeria 2 - Fechado, vamos lá... ganhar dindin.
Bem, essa não é uma explicação oficial, mas bem que poderia ser.
Pois bem, eu acredito que lá pelo final dos anos 90, início dos anos 2000 o comércio de arte tradicional (pintura e escultura) caiu um pouco, ou até pode-se dizer, muito, provavelmente por crises mundiais, ou não. Adivinha quem entrou em desespero? isso mesmo as galerias... e o que fazer para voltar a ganhar dindin????
Galeria 1 - Cara, "tamo" fudido mano, a pintura parou de vender e agora?
Galeria 2 - Pois é "rapá", e agora?? Não to afim de voltar a vende quadros na Praça da República.
Galeria 1 - hummmmmmmm.... to pensando........
Galeria 2 - eu nem me lembro mais quando foi a última vez que pensei.
Galeria 1 - Tive uma idéia, genial..... Que tal investirmos em fotografia???? heim? heim? heim?
Galeria 2 - Fotografia? Pô, isso não é arte, pode ser reproduzida aos milhões, ninguém vai confiar em fotógrafo.
Galeria 1 - Em fotógrafo não, mas em "Artista Fotográfico" sim e ainda mais se nós ditarmos as regras de quem é artista e quem não é ... e digo mais, nada de papel fotográfico.....
Galeria 2 - Como assim nada de papel fotográfico? Vamos fazer em papel de pão?
Galeria 1 - Hummmm, pão..... Quero dizer, não seja besta, eu conheço um amigo que é amigo de uma garota que namora um rapaz que diz conhecer alguém que trabalha na Epson.
Galeria 2 - Explique melhor.
Galeria 1 - Então, lembra quando disse que seríamos nós que ditaríamos as regras e ditaríamos quem seria artista e quem não seria? Então, na fotografia propriamente dita também, para diferenciar dos fotógrafos comuns podemos ampliar as imagens em papel especial e com tinta especial. Especial você entenda como CARO.
Galeria 2 - Boa idéia e como se chamaria?
Galeria 1 - Fine Art, que tal? Acabei de criar.
Galeria 2 - Por que Fine Art?
Galeria 1 - Sei lá ... mas vamos ao que interessa. Vou entrar em contato com o pessoal da Epson e claro dar uma graninha para eles.... e podemos convencer os museus também (com graninha é claro), que tal?
Galeria 2 - Ótima idéia.
o tempo passa o tempo voa.....
Galeria 2 - Puts, surgiu um probleminha, qual a garantia que vamos dar?.... tempo de durabilidade?
Galeria 1 - Calma "cumpadi", eu conheço um cara que é sobrinho do tio dele que conhece um amigo da ex-mulher dele que conhece uma pessoa de um instituto que pode fazer uns teste e dar um certificado de durabilidade, claro, se dermos uma graninha para eles também.
Galeria 2 - Hummmm.... e qual seria essa durabilidade?
Galeria 1 - Tem que ser mais de 150 anos, pois a fotografia dura isso (se bem cuidada, afinal é esse o tempo que a fotografia existe)
Galeria 2 - Que tal 400 anos ou mais?
Galeria 1 - Boa, se não durar tudo isso, que se dane, não estaremos mais aqui mesmo.
Galeria 2 - Fechado, vamos lá... ganhar dindin.
Bem, essa não é uma explicação oficial, mas bem que poderia ser.
Arte Fotográfica
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